21 de maio de 2020 às 18:10

Arteris S\A, empresa que administra a BR 101, comunica devolução da concessão da Rodovia, no trecho entre a Ponte Rio/Niterói e Espírito Santo.

Concessionária Arteris Fluminense comunicou através de ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um pedido de devolução da BR 101-RJ, trecho entre a Ponte Rio Niterói e divisa com o Espírito Santo.

Crédito:internet

  Em documento encaminhado a ANTT,  a empresa diz que a suspensão contratual, não teria relação com a atual pandemia de Covid-19, o novo coronavírus que dentre uma de suas consequências, provocou a diminuição da circulação de carros e transportes de cargas na estrada, por conta do isolamento social, fazendo com que o faturamento da concessionária, assim como milhares de empresas brasileiras, assistissem bruscamente os seus faturamentos, provocando quebradeira e em grande maioria, o fechamento de suas atividades, inclusive, desencadeando a sequência de milhões de desempregos Brasil a fora.

Ao tomarem conhecimento do fato, representantes políticos de cidades que são cortadas pela BR 101 no trecho mencionado, resolveram se manifestar quanto a decisão da concessionária.

Deputados federais da região, prometeram mobilizar suas bancadas partidárias do Estado do Rio de Janeiro no Congresso Nacional, contra a vergonhosa medida adotada por quem explorou economicamente a concessão até agora, deixando vários trechos da BR 101 sem obras acordadas.

Wladimir Garotinho\ Deputado Federal (PRP-RJ)

— Isso é uma sacanagem com o povo do Rio! Cobram pedágio caro há anos! Não podemos deixar o governo aceitar essa devolução sem luta. A bancada federal do Estado do Rio vai reagir em conjunto. A nova licitação e novo operador vão levar de dois a cinco anos. A Arteris alega desequilíbrio contratual logo no meio da pandemia. Podem estar querendo forçar uma repactuação. Já existem trechos da rodovia licenciados e que já deveriam ter sido concluídos de acordo com o cronograma inicial do contrato, com Contorno de Campos e a duplicação dos 30km entre Macaé e Rio Dourado. Faturaram alto e agora querem devolver para não executar! Só a obra do contorno de Campos é estimada em R$ 700 milhões. E agora eles dizem que vai ser uma devolução amigável e eles vão continuar operando até nova licitação, mas sem fazer novos investimentos — denunciou Wladimir Garotinho (PSD), deputado federal de Campos.

Marcão Gomes \ Deputado Federal (PL-RJ)

 

— Conversei com a bancada do Rio de Janeiro na Câmara Federal e estamos todos indignados com essa notícia, uma vez que esse trecho da BR 101, apelidado de “Rodovia da Morte”,  já ceifou inúmeras vidas, inclusive a do meu saudoso primo,o ex-vereador, Renato Barbosa. A iniciativa privada já vem, há mais de uma década, cobrando altos valores de pedágio. Diversos trechos da rodovia já deveriam ter sido concluídos de acordo com o calendário pactuado no início do contrato. Mas, até o momento, há obras que nem foram iniciadas ainda. Exigimos que os investimentos previstos no cronograma sejam mantidos. Estaremos, a todo custo, defendendo os interesses da população do Estado do Rio de Janeiro. E, se necessário for, tomaremos as medidas judiciais para o cumprimento das obrigações contratuais ou ressarcimento ao povo do Estado — pontuou Marcão Gomes (PR), deputado federal de Campos.

Felício Laterça/Deputado Federal (PSL-RJ)

Eu vejo isso aí como um imenso desrespeito à população fluminense, ainda mais em tempos de pandemia. Nós vamos tomar atitudes. Estamos cientes, não só eu, como outros parlamentares, o coordenador da bancada. Nós vamos cobrar deles, inclusive para saber quanto eles arrecadaram nesse tempo. Porque a gente sabe que eles não cumpriram os prazos. Vamos ter que esmiuçar esse contrato. Eles vão ter que devolver o dinheiro à população fluminense e acho que cabem coisas maiores que isso ainda. Isso para mim é um desrespeito. Vieram para cá, espoliaram a população e agora fazem dessa forma? Sem cumprir os trechos de duplicação, sem ter conclusão das obras. Foram fazendo de forma pensada ao meu ver. Começaram a triplicar o trecho na Niterói/Manilha e desde o início do ano paralisaram todas as obras. Então agiram de caso pensado. Mas nós vamos nos mobilizar e tomar todas as medidas cabíveis em relação a isso — prometeu Felício Laterça (PSL), deputado federal de Macaé.

Christino Áureo/Deputado Federal (Progressistas-RJ)

— É inaceitável esse pedido feito pelo Arteris, eepois de termos o envolvimento dos deputado da região lutando para o licenciamento de trechos, de lutarmos esses anos todos. Eu, particularmente acompanho esse processo desde o ano de 2008, antes mesmo deles vencerem a licitação. Eu estive na sede da OHL, que antecedeu a Arteris, trabalhando para que eles viessem ao Brasil, participar dessa licitação. E lutei mais de 10 anos para que essa conclusão ocorresse e vejo agora que, de maneira muito sorrateira e sem discutir isso com as forças políticas e de gestão dos municípios do Estado do Rio cortados pela BR 101, eles tomam essa atitude. Nós vams politicamente e juridicamente contestar fortemente — comprometeu-se Christino Áureo (PP), deputado federal de Macaé.

A bancada fluminense na Câmara Federal, emitiu nota de repúdio contra a concessionária administradora da BR:

Nota 


A bancada de deputados federais e senadores do Rio de Janeiro repudia a atitude da Arteris. que submeteu à ANTT pedido de relicitação dos 322 quilômetros da rodovia BR-101 RJ/Norte que administra, ligando Niterói até Campos dos Goytacazes.

Tal medida causa enorme indignação a todos os Parlamentares da bancada, uma vez que esse trecho, popularmente chamado de rodovia da morte, continua sendo foco de constantes transtornos para a população que circula pela estrada, embora administrado pela iniciativa privada há mais de uma década com a cobrança de alto valor de pedágio.

Além disso, serão gerados prejuízos irreparáveis à população fluminense em razão do lapso temporal para a implementação das medidas necessárias para concluir o novo processo, o que pode levar mais de cinco anos. Existem trechos da rodovia licenciados que já deveriam ter sido concluídos, de acordo com o cronograma inicial do contrato, mas que até o presente momento sequer tiveram as obras iniciadas, em que pese, não se pode deixar de repetir, o alto preço cobrado como contrapartida.

Por isso, a bancada do Rio de Janeiro comunica que lutará unida para que no decorrer de tal processo a Arteris seja obrigada a manter os investimentos previstos no cronograma, até mesmo pela via judicial caso seja necessário, com o objetivo de resguardar os interesses da população fluminense que necessita de uma rápida solução do caso.

 


Fonte: CLIENT

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