30 de junho de 2020 às 16:13

Delegado descarta participação de Escritório do Crime em execução de Marielle


Crédito:O dia

Os milicianos que fazem parte da quadrilha autointitulada Escritório do Crime chegam a cobrar R$ 100 mil por cada execução que praticam. O grupo paramilitar é alvo da Operação Tânatos, que a Polícia Civil e o Ministério Público estadual (MPRJ) fazem nesta terça-feira.

O bando é formado por policiais e ex-policiais matadores de aluguel e age há mais de 10 anos, principalmente na Zona Oeste. Eles são contratados para executarem desafetos de outras organizações criminosas.

"Os valores (cobrados) são diversos. Dependendo de quem eles iriam matar, eles cobravam valores que podem chegar a mais de R$ 100 mil", conta o chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.
O Escritório do Crime chegou a ser investigado pelas mortes da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, acusados pelo duplo homicídio, tinham ligação com o bando.
"O Ronnie Lessa, apesar de ter uma certa aproximação com esses criminosos do Escritório do Crime, nunca de fato teria integrado esse grupo", reforça o delegado Daniel Rosa, titular da Delegacia de Homicídios Capital (DHC), que participa da operação de hoje.

Fonte: O dia

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