11 de julho de 2020 às 08:30

Edmar Santos estaria cometendo crimes mesmo após exoneração, aponta investigação


Crédito:Google

Os investigadores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público do Rio (MPRJ) informaram à Justiça do Rio que o ex-secretário de Saúde Edmar Santos ainda cometia crimes mesmo após ter sido exonerado de seu cargo.

“O fato do investigado não mais ocupar a função pública de Secretário Estadual de Saúde não configura causa suficiente de neutralização do risco de cometimento de novos delitos, notadamente na hipótese em que se noticia a realização e continuidade de infrações que não pressupõem essa condição, como é o caso de eventual delito de lavagem de dinheiro”, diz a decisão do juiz Bruno Ruiliere, que autorizou o cumprimento da prisão preventiva.

O ex-secretário de Saúde Edmar Santos foi preso nesta sexta-feira (10), em um desdobramento da Operação Mercadores do Caos. Ele é apontado como chefe de uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Saúde durante a pandemia da Covid-19.

O Gaecc afirma ainda que é possível que outros integrantes do grupo criminoso liderado por Edmar ainda estejam atuando em cargos públicos do Governo do Rio. O pedido de prisão preventiva foi justificado na possibilidade do ex-secretário atrapalhar o recolhimento de provas.

“Há provas indicativas da intensa atuação do ora investigado na tentativa de manter supostos integrantes do esquema criminoso dentro da Secretaria Estadual de Saúde (...) Na atual fase da investigação, sequer pode-se afirmar que não haja integrantes da organização criminosa ainda ocupando cargos no Poder Público”, afirmou.

“Edmar José Alves dos Santos mantém seu poderio político, incluindo a possibilidade real de uso deste para interferir negativamente na colheita de fontes materiais de prova”, completou o juiz na decisão.

Fonte: G1

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