10 de fevereiro de 2021 às 18:21

Ex-secretário de Saúde do RJ é alvo de operação da PF


Crédito:Reprodução/Internet

O ex-secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, foi um dos alvos da Operação Desmascarados realizada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta-feira (10). 

A ação investiga irregularidades em licitações do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), para compra de equipamentos de proteção individual durante a pandemia de Covid-19 e desvio de dinheiro público com sobrepreço dos materiais. Ferry também é ex-diretor da unidade de saúde.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os agentes encontraram celulares, computadores e documentos que podem ajudar nas investigações. 

A Operação Desmascarados foi montada após auditorias da EBSERH (Embresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e relatório de fiscalização da CGU (Controladoria Geral da União) que apontaram o favorecimento de um grupo de empresas que contavam com conivência de funcionários públicos para praticar os delitos. 

Além disso, segundo as investigações, os equipamentos de proteção individual custaram até três vezes mais que o preço praticado no mercado.  Em uma dispensa de licitação, no valor de R$ 1,2 milhão, para a compra de 6.500 máscaras e 6.500 aventais, entre outros itens, foram cobrados valores individuais de R$ 47,80 e R$ 49,50 em cada item respectivamente. No entanto, os valores cotados em chamamento público da EBSERH para esses equipamentos é de R$ 12,50 e R$ 15,00.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, o prejuízo causado foi de R$ 1 milhão ao cofres públicos. As irregularidades também impossibilitaram que Hospital Universitário Gaffrée e Guinle comprasse mais equipamentos destinados ao combate à pandemia da covid-19, o que aumenta a gravidade do crime para os investigadores. 

De acordo com a CGU, houve sobrepreço de R$ 650.270,00 e um superfaturamento de R$ 398.444,00. Os investigadores também apuram se o quadro de sócios das empresas beneficiadas com o esquema seja composto por laranjas.

Fonte: Portal R7

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