19 de junho de 2020 às 18:20

Miliciano e família repassaram mais de R$ 400 mil a Queiroz. Defesa do ex-assessor pede pra ele ir para prisão domiciliar.

Segundo o MP, apenas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, a conta de Queiroz recebeu de Adriano da Nóbrega 17 depósitos em dinheiro, totalizando R$ 91.796,00 nesse período.

 

Crédito:Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirma que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano – morto pela polícia da Bahia em fevereiro –, transferiu mais de R$ 400 mil para as contas do PM aposentado Fabrício Queiroz.

Preso na quinta-feira (18), Queiroz é apontado pelos investigadores como o operador financeiro de uma organização criminosa que funcionava no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Adriano e Queiroz se conheceram e ficaram no início dos anos 2000, quando atuaram juntos na Polícia Militar do Rio. Ex-policial do Bope, Adriano era acusado de integrar uma das principais milícias da cidade do Rio.

Os promotores chegaram ao valor de R$ 400 mil utilizando como base as transferências identificadas por instituições financeiras e a correspondência de valores somadas aos depósitos em espécie feitos pela ex-esposa e também pela mãe de Nóbrega – respectivamente Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães.

 

Ambas foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando este exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do RIo de Janeiro (Alerj).

No entanto, de acordo com a investigação, as duas eram funcionárias fantasmas. Uma mapa de geolocalização mostra, por meio do telefone celular, que Raimunda não esteve sequer perto da Alerj.

 

Prisão Domiciliar

 

O advogado de defesa do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz apresentou, nesta sexta-feira (19), à Justiça do Rio de Janeiro um habeas corpus solicitando a substituição da prisão preventiva – por tempo indeterminado – por prisão domiciliar.

"(...) Requer-se a concessão de liminar para determinar a imediata substituição da prisão preventiva decretada contra o paciente por prisão domiciliar", escreveu o advogado de Queiroz, Paulo Catta Preta.

 

Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, na manhã de quinta-feira (18). A casa onde ele estava pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Ao ser preso, Queiroz disse que estava "muito doente". O caseiro do local afirmou que ele estava no local havia mais de um ano.

 

Fonte: CLIENT

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