19 de junho de 2020 às 18:30

Queiroz chorou muito no presídio, dizem agentes; ex-assessor está isolado em cela de 6 m²

Cela tem chuveiro, privada, pia e um local para repouso. Com

Crédito:Foto: Reprodução / TV Globo

  Após ser preso em Atibaia, em São Paulo, na quinta-feira (18), Fabrício Queiroz passou a primeira noite em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó. O  ex-assessor, nas primeiras horas no presídio, estava nervoso, parecia constrangido e chorou muito.

Queiroz está em uma cela de seis metros quadrados e está isolado -- como protocolo contra a Covid-19. O espaço tem um chuveiro, privada, pia e um local para repouso.

Como todos os presos, Queiroz tem direito a quatro refeições por dia.

 

Juiz determina Bangu

 

Na decisão que autorizou a prisão de Queiroz, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do RJ, determinou que o ex-assessor fosse encaminhado "para uma unidade prisional compatível com a sua segurança e o rigor da medida preventiva".

Itabaiana preferiu o Complexo de Gericinó e vetou "em qualquer hipótese sua custódia no Batalhão Especial Prisional, o BEP”.

Queiroz tinha uma caderneta com anotações sobre pessoas que supostamente poderiam ajudá-lo caso fosse preso no Batalhão Especial Prisional (BEP).

 

'Muito doente'

 

Ao ser preso, Queiroz disse a agentes e a promotores que estava "muito doente".

O ex-assessor também alegou estar com a saúde debilitada para não comparecer a interrogatórios no MP -- Queiroz mandou uma defesa por escrito.

Para os promotores, porém, a vida de Queiroz na casa era “confortável e ativa”.

 

Fotografias e mensagens de texto anexadas ao pedido de prisão de Fabrício Queiroz mostram o ex-assessor em um churrasco no quintal.

“As fotografias e mensagens de texto demonstram que, apesar de alegar não poder depor por suposta indicação médica, o operador financeiro da organização criminosa levava uma vida confortável e ativa, aparentando estar bastante saudável, chegando a ingerir bebidas alcoólicas e comer churrasco com ‘amiguinhas’ de seu filho”, diz trecho.

 

Risco contra provas

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a prisão de Fabrício Queiroz por ter encontrado indícios de que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro continuava cometendo crimes.

Os investigadores acreditam que ele manipulava provas para atrapalhar investigações do esquema de rachadinhas – quando um servidor devolve parte do salário ao parlamentar – e pressionava testemunhas.

 

Fonte: CLIENT

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