Calheiros diz que Ricardo Barros é o chefe da corrupção na Saúde

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta terça-feira, 31, que a entrega do relatório da comissão deve acontecer na segunda quinzena de setembro. Segundo ele, alguns empecilhos podem estender esse prazo para o dia 22 do próximo mês. Ainda na entrevista, Calheiros afirmou que, na avaliação dos senadores, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, é o comandante de um dos maiores esquemas de corrupção na história da Saúde. 

"É evidente que algumas dificuldades que se coloquem no caminho da CPI postergam um pouco, mas é para 21, no máximo 22 de setembro", afirmou aos jornalistas. Questionado sobre a divulgação da lista oficial de investigados, o relator cogitou a possibilidade de divulgá-la ainda nesta terça:

"Estou ainda detalhando os nomes a partir dos indícios e das comprovações que nós temos na própria investigação, estou planejando mais tarde, juntamente com o presidente e o vice-presidente da comissão, em uma outra conversa no final do dia apresentar essas informações".

Antes do início da sessão, Renan disse, ainda, que o deputado Ricardo Barros é apontado como chefe do suposto esquema de corrupção no Ministério da Saúde: "Nós estamos avaliando que o deputado Ricardo Barros é o comandante de um dos maiores esquemas de roubalheira que assaltou, entre outros órgãos públicos, o Ministério da Saúde. Isso está evidentemente comprovado".

Ainda nesta terça-feira, antes do início da sessão, o senador criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, que permitiu ao motoboy Ivanildo Gonçalves não comparecer ao colegiado por "não haver pertinência temática com a CPI". O depoimento de Ivanildo estava previsto para acontecer nesta terça-feira e pode ser substituído pela diretora-executiva da VTCLog, Andréia Lima.

"Como não há pertinência temática com o dinheiro da saúde, com mais uma falcatrua no Ministério da Saúde, praticada com as mesmas pessoas que fizeram a festa na pandemia enquanto o povo brasileiro morria?", criticou Calheiros.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também disse aos jornalistas que a decisão do ministro foge da jurisprudência da Corte e que por isso a comissão vai recorrer ao STF. De acordo Alessandro, o pedido partiu do advogado Alan Diniz Moreira Guedes de Ornelas, que já atuou na defesa de Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), e do miliciano Adriano da Nóbrega, já morto.

Comentários