Vacinas Pfizer e Moderna podem gerar proteção a longo prazo, diz estudo

As vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna podem gerar imunidade a longo prazo. De acordo com um estudo da Universidade de Washington, publicado na revista Nature nesta segunda-feira, 28, se as variantes do coronavírus não evoluírem significativamente, a proteção pode valer por mais tempo, não sendo necessário administrar doses de reforço nos vacinados.

Segundo os pesquisadores, as pessoas que se recuperaram da doença antes de serem vacinadas com fármacos que utilizam a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA) também podem não precisar de reforços. No entanto, a conclusão pode ser diferente nos idosos, pessoas com sistema imunológico debilitado e pacientes que tomam remédios que limitam a imunidade.

Vacina AstraZeneca

Um estudo publicado pela Universidade de Oxford nesta segunda-feira aponta que um intervalo de vários meses entre a primeira e a segunda dose da vacina desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford melhora a imunidade. Os pesquisadores mostraram que, longe de reduzir a eficácia do imunizante, um intervalo de até 45 semanas entre as duas doses melhora a resposta imunológica ao vírus.

"Esta deve ser uma notícia tranquilizadora para os países com menos suprimentos de vacina, que podem estar preocupados com atrasos na obtenção de segundas doses para suas populações", comentou o professor Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group, que desenvolveu a vacina junto com o grupo farmacêutico anglo-sueco AstraZeneca.

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